"Hoje me dei conta do tamanho da presença da abstinência em toda minha vida, na verdade acho que ela está presente na vida de todos, em quantidade e circunstâncias diferentes. Desde criança sempre tive abstinência por alguma coisa, o pior foi quando eu fui crescendo e vieram as abstinências de pessoas. É tão ruim estar privado a algo ou a alguém que se gosta tanto. Me sinto presa, incapacitada, incompleta. Tudo bem ficar sem jogar, confesso que estava viciada, mas posso dar um jeito nisso mesmo que as vezes pareça desnecessário. O problema é quando já não sou eu quem pode dar um jeito nas coisas, afinal, não se manda no coração. Sim, estou falando no ato horrendo de se apaixonar. Se apaixonar e não ter reciprocidade, isso é terrível, e quantas vezes já não aconteceu? Acho que todas pra falar verdade, nenhuma vez foi recíproco, pelo menos não de verdade. Chega! Porque será que não pode ser diferente ao menos uma vez? Ah é, por que fosse, seria perfeito. E isso é meio que impossível. É a vida, fazer o que? Só me resta esperar, agradecer, escrever, e continuar a viver em meio a abstinências até achar um jeito (ou alguém, quem sabe) que me livre delas."
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18 fevereiro 2015
Abstinências.
"Hoje me dei conta do tamanho da presença da abstinência em toda minha vida, na verdade acho que ela está presente na vida de todos, em quantidade e circunstâncias diferentes. Desde criança sempre tive abstinência por alguma coisa, o pior foi quando eu fui crescendo e vieram as abstinências de pessoas. É tão ruim estar privado a algo ou a alguém que se gosta tanto. Me sinto presa, incapacitada, incompleta. Tudo bem ficar sem jogar, confesso que estava viciada, mas posso dar um jeito nisso mesmo que as vezes pareça desnecessário. O problema é quando já não sou eu quem pode dar um jeito nas coisas, afinal, não se manda no coração. Sim, estou falando no ato horrendo de se apaixonar. Se apaixonar e não ter reciprocidade, isso é terrível, e quantas vezes já não aconteceu? Acho que todas pra falar verdade, nenhuma vez foi recíproco, pelo menos não de verdade. Chega! Porque será que não pode ser diferente ao menos uma vez? Ah é, por que fosse, seria perfeito. E isso é meio que impossível. É a vida, fazer o que? Só me resta esperar, agradecer, escrever, e continuar a viver em meio a abstinências até achar um jeito (ou alguém, quem sabe) que me livre delas."
Uma das abstinências.
"Hoje eu vi você. Isso era pra me deixar feliz, mas não foi isso o que aconteceu, na verdade foi o contrário. Por que? Porque você não estava sozinho, você estava com ela, de mãos dadas. O que eu não faria para estar no lugar dela? Não sei, talvez não faria nada, pois eu acredito que as coisas são como devem ser, apesar de também acreditar que tudo é consequência. Portanto, se eu não estou com você agora é consequência de eu não ter feito algo a respeito em um passado não tão distante, e era pra ser assim.
Eu não sei o que você fez pra eu gostar tanto de você assim, não sei se você me deu motivos, muitos deles, ou se sou eu que enxergo coisas onde não existe nada. Eu não sei, só sei que a todo tempo me flagro pensando em você, e os pensamentos seguem até no sono, o que resulta em sonhos loucos no dia seguinte. Sonhos dos quais eu não vou mais te contar. Estou tentando te esquecer. Tarefa que quando eu penso estar quase concluída, recebo uma mensagem sua. Meu coração acelera. Infelizmente inevitável. E mesmo que eu responda na hora e você mesmo visualizando responde muito tempo depois, eu sinto uma fincada de felicidade que vem lá do fundo. Logo depois me sinto uma idiota. Eu poderia escrever mais mil coisas sobre você, mas você nunca vai ler isso. Então melhor guardar e esperar, porque como diz a Pitty, essa abstinência uma hora vai passar."
---x---
Só pra deixar claro: Alguns dos meus textos foram inspirados em uma história real (a minha) outros não. Mas não vou diferenciá-los, okay? Espero que entendam.
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